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Índice do Artigo
Um bico pode surgir rápido, mas a forma como você se apresenta influencia se a pessoa confia, entende o serviço e responde. A ideia é escrever de um jeito simples, respeitoso e direto, sem parecer “robô” e sem pressão. Isso reduz ruídos, evita mal-entendidos e ajuda a manter a conversa organizada.
Também vale lembrar: WhatsApp é ótimo para combinar detalhes, mas não substitui cuidado com segurança, valores e limites do que você pode fazer. Em alguns casos, o melhor é orientar a pessoa a procurar um profissional habilitado, principalmente quando há risco elétrico, estrutural ou de saúde. Um texto bem feito deixa isso claro sem soar grosseiro.
Resumo em 60 segundos
- Comece com uma saudação e diga seu nome e o que você faz.
- Fale o tipo de serviço e o bairro/região onde atende.
- Diga quando você tem disponibilidade (dias e horários).
- Peça uma informação-chave para entender a demanda (foto, medida, modelo, prazo).
- Explique como você costuma combinar valor (por hora, por tarefa, visita técnica, orçamento).
- Inclua uma regra de segurança (o que você não faz e quando precisa de profissional).
- Finalize com uma pergunta simples para a pessoa responder.
- Se for contato frio, deixe claro como conseguiu o número (grupo, indicação, vizinho).
Antes de escrever: defina seu “bico” em uma frase

Antes de abrir o WhatsApp, escreva numa frase o que você oferece e para quem. Isso evita mensagem confusa, longa ou com vários serviços misturados. Uma frase boa tem verbo, serviço e contexto, como “faço formatação e limpeza de notebook para uso doméstico” ou “faço instalação de prateleira e suporte de TV em parede de alvenaria”.
Se você oferece mais de uma coisa, escolha só uma para aquela conversa. Depois que a pessoa responder, você pode mencionar opções relacionadas. Isso aumenta a chance de resposta e reduz a sensação de “catálogo” que muita gente ignora.
Mensagem para oferecer bico pelo WhatsApp: como escrever
Use uma estrutura que a pessoa entenda em segundos: quem você é, o que faz, onde atende, quando pode e como combina. Quanto mais cedo você coloca o essencial, menor a chance de ficar no “visto”. Evite apelidos, gírias internas de grupo e abreviações que possam confundir.
Modelo curto (para copiar e adaptar): “Oi, [Nome]! Tudo bem? Eu sou [Seu nome]. Faço [serviço] aqui na região de [bairro/cidade]. Tenho horário [dia/turno]. Se você precisar, me diga o que é (e, se puder, mande uma foto/medida) que eu te falo como costumo combinar o valor.”
Modelos prontos por situação
1) Para conhecido/indicação: “Oi, [Nome]! Aqui é o [Seu nome], [fulano] me passou seu contato. Eu faço [serviço] e atendo em [região]. Se você ainda precisar, me conta rapidinho o que é e o prazo, que eu vejo um horário.”
2) Para grupo de bairro/condomínio: “Olá, pessoal. Sou [Seu nome], trabalho com [serviço] em [região]. Se alguém precisar nesta semana, posso atender em [dias/horários]. Pode me chamar no privado e me dizer o que é (foto/medida ajuda).”
3) Para cliente antigo (reaproximação): “Oi, [Nome]! Tudo bem? Aqui é o [Seu nome], eu fiz [serviço] pra você em [mês/ano]. Estou atendendo de novo na região e queria saber se você está precisando de algo parecido.”
4) Para oferta “pontual” (agenda aberta): “Oi, [Nome]! Tenho um horário livre em [dia/turno] para [serviço]. Se for útil pra você, me diga onde é e o que precisa para eu confirmar se dá para fazer.”
O que pedir para a pessoa responder (sem virar interrogatório)
Uma boa conversa começa com uma pergunta que destrava a descrição do serviço. Em geral, três dados resolvem: “o que é”, “onde é” e “para quando”. Dependendo do bico, uma foto, uma medida ou o modelo do equipamento evita idas e vindas.
Exemplos práticos: para conserto de computador, peça “mensagem de erro” e “o que aconteceu antes de dar problema”. Para reparo simples em casa, peça “foto do local” e “tipo de parede/torneira”. Para design ou texto, peça “objetivo”, “prazo” e “referência do estilo”.
Como falar de preço sem brigar e sem prometer
O melhor jeito é explicar o método, não o valor fechado. Você pode dizer se cobra por hora, por tarefa ou se precisa ver antes. Isso passa segurança e evita que a pessoa entenda “qualquer coisa por qualquer preço”.
Frases úteis: “Consigo te passar uma faixa depois que eu entender o que é” e “Para esse tipo de serviço, o valor pode variar conforme material, tempo e complexidade”. Se houver deslocamento, deixe claro que depende da distância e do horário.
Regra de decisão: aceitar, recusar ou encaminhar
Use uma regra simples: aceite quando o serviço é claro, o risco é baixo e você tem ferramenta e experiência. Recuse quando envolva improviso perigoso, pressão por “dar um jeito” ou pedido que pareça irregular. Encaminhe quando a pessoa precisa de um profissional habilitado (por exemplo, eletricista para quadro/instalação, técnico específico, ou assistência autorizada).
Um “não” bem escrito protege você e o cliente: “Pelo que você descreveu, pode envolver risco. Eu não faço esse tipo de intervenção, mas recomendo procurar um profissional habilitado para avaliar no local.” Isso evita acidentes e responsabilizações.
Erros comuns que fazem a pessoa não responder
O erro mais frequente é mandar texto grande, com história e vários assuntos. Outro erro é começar falando de valor sem entender o serviço, o que faz a conversa virar disputa. Também atrapalha mandar áudio longo para quem não tem tempo de ouvir.
Evite ainda: cobrar resposta (“me responde aí”), insistir em sequência e usar frases prontas que parecem golpe. Se a pessoa não respondeu, uma única mensagem de follow-up depois de 24–48 horas é suficiente e educada.
Segurança, golpes e cuidados com dados no WhatsApp
Não envie documento, senha, código de verificação ou dados sensíveis para “confirmar orçamento”. Desconfie de pedido para clicar em link, baixar arquivo estranho ou “confirmar” conta. Se alguém pedir pagamento adiantado sem contexto, combine por canais mais formais e com regras claras.
Também ajuda ativar recursos de segurança do aparelho e revisar privacidade do app. Orientações educativas sobre segurança digital e proteção de dados ajudam a reconhecer golpes e reduzir exposição.
Fonte: safernet.org.br — segurança
Quando chamar um profissional (e como explicar isso sem perder o cliente)
Se o pedido envolver eletricidade (quadro, fiação, disjuntor, tomada “estourando”), gás, estrutura (quebra de parede, infiltração grave) ou risco à saúde, o mais responsável é não fazer. Nesses casos, sua mensagem deve orientar a busca por profissional qualificado e, se possível, sugerir que a pessoa descreva o problema para um orçamento técnico.
Para situações de formalização e benefícios, algumas pessoas preferem trabalhar como autônomas e outras buscam formalizar como MEI, quando se enquadram nas regras. Entender isso ajuda a responder dúvidas comuns sem aconselhar “jeitinho” e sem prometer cobertura que não existe.
Fonte: gov.br — MEI
Prevenção e manutenção: como não travar na hora de oferecer
Deixe 5 modelos prontos no bloco de notas: indicação, grupo, cliente antigo, agenda aberta e orçamento. Troque só nome, serviço, região e disponibilidade. Isso reduz ansiedade e evita escrever na correria.
Outra dica prática é salvar uma lista curta do que você sempre pergunta (foto, medida, prazo, endereço aproximado). Assim, você não esquece informações essenciais e não precisa mandar várias mensagens picadas.
Variações por contexto no Brasil: bairro, interior, condomínio e online

Em bairro e interior, indicação e confiança pesam mais do que “currículo”. Cite referência real (“o vizinho do 302”, “o grupo da rua”) e mantenha tom respeitoso. Em condomínio, seja ainda mais objetivo e fale regras de acesso e horários para evitar conflito com portaria.
No online, detalhe escopo e entregue por escrito: o que está incluso, prazo e formato. Para trabalho remoto, combine como a pessoa vai te passar informações e arquivos, e como você devolve o resultado. Evite pedir dados pessoais que não sejam necessários para fazer o serviço.
Checklist prático
- Eu disse meu nome e o tipo de serviço em uma frase?
- Informei região/bairro onde atendo?
- Coloquei dias e horários de disponibilidade?
- Pedi 1 a 3 informações essenciais (foto, medida, modelo, prazo)?
- Expliquei como costumo combinar valor (sem fechar no escuro)?
- Evitei texto grande e assunto demais na mesma conversa?
- Evitei áudio longo, principalmente em primeiro contato?
- Deixei uma pergunta simples no final para facilitar a resposta?
- Deixei claro como consegui o contato quando necessário?
- Evitei enviar documentos, senhas e códigos por chat?
- Deixei um limite de segurança para trabalhos de risco?
- Se for remoto, expliquei como será o envio e a entrega?
- Revisei ortografia básica e nomes antes de enviar?
- Se a pessoa não respondeu, vou fazer no máximo um follow-up educado?
Conclusão
Uma Mensagem bem montada no WhatsApp não é sobre “convencer”, e sim sobre facilitar a decisão com clareza e respeito. Quando você descreve serviço, contexto, disponibilidade e regras de segurança, a conversa fica mais leve e você evita problemas que costumam aparecer depois.
Quais bicos você mais oferece hoje e em qual região você atende? Qual parte você acha mais difícil: explicar o serviço, falar de valor ou pedir as informações certas?
Perguntas Frequentes
Preciso mandar currículo ou portfólio pelo WhatsApp?
Na maioria dos bicos simples, não. Um exemplo do que você já fez e uma explicação clara do que está incluso costuma bastar. Se for algo criativo (design, texto, edição), ter 2 ou 3 exemplos ajuda, mas envie só quando pedirem.
É melhor mandar áudio ou texto?
Em primeiro contato, texto curto costuma funcionar melhor porque a pessoa lê quando pode. Se o assunto ficar complexo, um áudio curto (30–45 segundos) pode ajudar. Evite áudios longos sem avisar.
Como responder quando perguntam “quanto você cobra?” logo de cara?
Explique que precisa entender o que é e peça um dado-chave (foto, medida, modelo, prazo). Depois disso, passe uma faixa ou diga seu método de cobrança. Assim você evita fechar valor sem saber o trabalho real.
Como recusar sem parecer grosso?
Diga que não faz aquele tipo de serviço e explique o motivo de forma objetiva (risco, falta de ferramenta, necessidade de habilitação). Se possível, recomende procurar um profissional qualificado. Evite entrar em discussão.
Vale a pena formalizar como MEI para fazer bicos?
Depende da sua atividade e se ela pode ser enquadrada nas regras do MEI. Formalização pode ajudar em emissão de nota e organização, mas também traz obrigações. Se você tiver dúvida, leia orientações oficiais e busque orientação contábil.
Sou diarista: isso muda alguma coisa na conversa com cliente?
Muda mais na clareza do combinado do que no texto em si. Combine dias, tarefas e forma de pagamento por escrito para evitar ruídos. Para dúvidas sobre benefícios e contribuições, use canais oficiais do INSS.
Fonte: gov.br — INSS
Quantas vezes posso “cobrar resposta” sem ficar chato?
O ideal é no máximo uma mensagem educada após 24–48 horas. Se não houver resposta, siga em frente. Insistência repetida costuma fechar portas em grupos e indicações.
Referências úteis
Governo Federal — informações sobre MEI e obrigações: gov.br — Quero ser MEI
Sebrae — passo a passo educativo para formalização: sebrae.com.br — passo a passo
Cartilha educativa — dicas de segurança online no dia a dia: diadainternetsegura.org.br — cartilha
